Futebol no Planeta

Centurión e o São Paulo não são os melhores, nem os piores

Adrián Ricardo Centurión é jovem, fez 23 anos em janeiro, e aos 20 estreava no futebol europeu, com uma passagem discreta pelo Genoa. Chegou no começo de 2015 ao São Paulo custando € 4,2 milhões após se destacar no título argentino ganho pelo Racing, que o revelou, em 2014. Foi dele o gol do título na rodada final, ante o Godoy Cruz.

Quando o argentino desembarcou no Brasil, ficou nítido que os responsáveis por sua contratação não tinham ideia sobre onde e como jogava. Parecia ter sido contratado “por ouvir falar”. Introvertido, acumulou pífias atuações e virou motivo de piada. A maioria preferia ridicularizar o jogador, poucos se preocuparam em conhecê-lo melhor.

Com os dois gols marcados nos 4 a 0 sobre o Toluca, Centurión virou seu próprio jogo. Ele sequer ficaria no banco não fosse a suspensão de Calleri, como o técnico Edgardo Bauza revelou após a goleada. Agora é o maioral para os eufóricos de plantão, postura admitida entre torcedores empolgados com o resultado, claro. Mas calma.

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No campeonato argentino 2014 Centurión (acima) jogava na esquerda: solto contra o Toluca.

Centurión não é craque, tampouco uma porcaria como diziam pretensos piadistas. Pode ser útil, mas não é goleador, em que pese o par de tentos nos mexicanos. Se destacou na ponta-esquerda pelo Racing campeão em 2014, jogou com liberdade na quinta-feira. Bauza insistiu e quando menos esperava, o jogador lhe deu retorno.

No Toluca, ausências e mexidas equivocadas do técnico Cardozo. Improvisações, substituição aos 31 minutos de partida (substituiu o lateral-direito Rojas, improvisado na esquerda, pelo zagueiro Pérez) tentando consertar as coisas, sem sucesso. Após o intervalo trocou o volante Velasco pelo ofensivo Cueva, abrindo mais o time.

Foi uma jornada espetacular, o adversário tinha desfalques, mas 4 a 0 é um placar de impacto. Contudo, o que vale para Centurión também se aplica ao São Paulo. O time não é uma porcaria, tampouco uma maravilha. A classificação está encaminhada. Mas afinal o time de Bauza é o que fez quatro no Toluca ou o que levou quatro do Audax?

Como diria um filósofo… só o tempo dirá. Fato é que após a pífia campanha na fase de grupos com uma classificação na Bacia das Almas, o São Paulo chegou a essa etapa fazendo hora extra. A eliminação na Bolívia seria natural pelo que fez. O jogo contra o mexido e confuso Toluca foi sinal de reação, mas ainda é cedo para certezas.

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