Futebol no Planeta

O estilo de jogo dos sobreviventes da Libertadores

“La Copa se mira y no se toca”. Eis o dito proferido por Jaime Pizarro ao levantar a Libertadores em 1991, pelo Colo Colo . O mantra copeiro late no coração de todos os torcedores das oito equipes sobreviventes da atual edição do certame. Independiente del Valle, Pumas e Rosario Central são os únicos que podem ter a honra de levantar a Libertadores pela primeira vez e emular o capitão chileno. Boca Juniors, São Paulo e Nacional sonham em engordar a conta, ao passo que Atlético Nacional e Atlético Mineiro almejam o bicampeonato. Tomamos licença para analisar o estilo, o sistema tático e os pontos fundamentais das oito agremiações que ainda lutam pela Libertadores de 2016.

ATLÉTICO NACIONAL

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Reinaldo Rueda assumiu o verdolaga com o currículo rubricado por levar Honduras e Equador às últimas Copas. Com a base deixada por Juan Carlos Osorio e contratações pontuais, o treinador implantou mudanças que deram maior solidez defensiva ao quadro antioqueño. Rueda conduziu o Nacional ao título do Campeonato Colombiano no segundo semestre de 2015, além da Supercopa Colombiana no começo do ano. A imprensa local destaca que o time de Osorio era mais paciente e imprevisível taticamente. Dentro do 4-2-3-1 imutável, o atual Nacional de Medellín goza de um futebol direito, vertical e de notável individualidade no terço ofensivo. Conquistou a melhor campanha com cinco vitórias e um escasso empate na rodada final no Atanásio Girardot. O arqueiro argentino Fraco Armani sofreu apenas dois gols na competição, justamente no último cotejo das oitavas frente ao Huracán em solo colombiano. O conjunto verde de Medellín conta com uma experiente e competente dupla de laterais: Farid Diaz acaba de ser convocado por José Pekerman para a Copa América, enquanto Daniel Bocanegra segue como boa opção ofensiva pelo lado direito. O capitão Alexis Henriquez ficou fora durante o mês de abril por uma tendinite no joelho direito, devendo retornar para o transcendental confronto contra o Rosario Central; seu substituto foi Felipe Aguila, convocado por Pekerman para a Copa América, que formou a dupla de zagueiros contra o Huracán ao lado de Davinson Sanchez.

O volante Alexander Mejía segue como o estandarte do meio e principal responsável pela cadência tão característica do Nacional de Medellín dos tempos de Osorio. Seu companheiro pelo setor é Sebastián Perez. O meio-campista cabeludo foi um dos grandes destaques da campanha, tornando-se titular da seleção cafeteira nas Eliminatórias; os diários esportivos da Catalunha noticiam que Perez é monitorado pelo Barcelona para a posição ocupada por Busquets na equipe culé. O venezuelano Alejandro Guerra é o articulador do Nacional de Medellín, vencendo o duelo pela titularidade com Macnelly Torres. A grande revelação da temporada atende pelo nome de Marlos Moreno. O jovem canterano de 19 anos, foi convocado por Pekerman para a Copa América para atuar pelo setor direito do meio de campo. Na ponta esquerda Jonatan Copete e Andrés Ibargüen se revezam na titularidade aportando velocidade e desequilíbrio nos últimos metros.  Com 1,88 e grande potencia dentro da área Victor Ibarbo regressou nesta temporada ao time que o revelou para ser a referencia ofensiva, deixando Luiz Carlos Ruiz e Orlando Berrío como opções no banco de reservas. Apesar da excelente campanha na fase de grupo, o Nacional de Medellín encontrou dificuldades contra o Huracán, em confronto que se abriu apenas após os seguidos erros do arbitro venezuelano no Atanasio Girardot.

ROSARIO CENTRAL

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Às margens do Rio Paraná, surge a grande força argentina na atual edição da Libertadores. Eduardo “Chacho” Coudet resgatou o orgulho e a identidade de um clube ferido por temporadas medíocres em seu retorno a elite do futebol argentino. O vice da Copa Argentina e o terceiro lugar no último campeonato nacional moldaram uma equipe talhada no esforço e compromisso coletivo. O Rosario Central começou a Libertadores de forma regular, revezando as atenções com o torneio local, no qual liderava e caminhava a passos firmes. Eis que, com elenco enxuto e perdas sentidas, Coudet voltou as atenções totais a Libertadores. O esquema encontrado foi o 4-3-1-2, tão tradicional na Argentina nas últimas décadas. A marca do time de Coudet é a pressão asfixiante em campo rival com grande comprometimento de Marco Rubén, Germán Herrera e Franco Cervi para subir a marcação. Com a saída de Mauricio Caranta, La Academia Rosarina contratou Sebastián Sosa para defender a meta canalla. O uruguaio tem um vice-campeonato com Peñarol como ponto alto na carreira, além de defender Boca e Vélez. Na lateral direita, Victor Salazar ganhou a posição do veterano Paulo Ferrari. Surgido na base do clube, Salazar é um lateral de boa projeção ofensiva, fazendo um bom dueto pelo setor com Walter Montoya. Contra o Grêmio, Chacho Coudet decidiu puxar o veterano Javier Pinola para a lateral esquerda no lugar do experiente Pablo Álvarez. Pinola é um dos defensores mais completos da Argentina, tanto que foi convocado por Tata Martino. Rápido, agressivo e com grande projeção, Pinola atuou como lateral durante dez temporadas no Nuremberg. A zaga tem sido formada com Alejandro Donatti ao lado de Esteban Burgos. Donatti é um especialista nas bolas paradas, emulando o grande ídolo canalla, o zagueiro goleador Edgardo Bauza.

Com a venda de Nery Dominguez para o futebol mexicano, Chacho Coudet decidiu posicionar Damian Musto como único volante central; Gaston Gil Romero e Gustavo Colman ficam como opção na contenção. Walter Montoya e Jose Luiz Fernandez completam o tripé do meio de campo, dando amplitude pelos lados e fechando a saída dos laterais rivais. O jovem Franco Cervi é o enlace, aportando velocidade, juventude e categoria nos últimos metros. o não menos talentoso Giovani Lo Celso representa o bom trabalho de base da equipe canalla, ficando sempre como opção para Chacho Coudet. Contrariando o paradigma moderno, Coudet vem utilizando dois centroavantes tradicionais. Os experientes Marco Rubén e Germán Herrera dão o exemplo de sacrifício, brigando por todos os lances e fechando a saída de bola dos rivais. Rubén é o grande fator de desequilíbrio dentro da área, onde já anotou 7 gols na competição. Com a lesão de Marcelo Larrondo, o brigador Herrera ganhou a posição de segundo atacante. O ex- Botafogo, Grêmio, Vasco e Corinthians tem função fundamental na recomposição pelos lados do campo, fechando uma segunda linha de marcação ao lado de Walter Montoya, Damian Musto e José Luiz Fernandez. A campanha do Central conta com cinco vitórias, dois empates e a derrota solitária frente ao Palmeiras em São Paulo. Seu ataque anotou 17 gols, enquanto a defesa foi vazada em oito oportunidades.

ATLÉTICO MINEIRO

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Foi consenso entre os atleticanos que a missão para esta temporada consistia na melhora do sistema defensivo. No Brasileiro de 2015, o galo sofreu 47 gols – 16 a mais que o campeão Corinthians. Diego Aguirre assumiu o comando em janeiro graças aos seus trabalhos sólidos à frente de Peñarol e Internacional. A campanha na Libertadores rubrica a tal eficácia. O Atlético Mineiro sofreu apenas quatro gols na competição, enquanto o ataque anotou 14 tentos. O sistema escolhido nos primeiros cinco jogos foi o 4-2-3-1. O miolo de zaga conta com a experiência e altura de Leonardo Silva e Fricson Erazo. O defensor equatoriano chegou em Janeiro para substituir Jemerson, vendido ao Monaco.

Na série equilibrada frente ao Racing, Aguirre repaginou o meio de campo no 4-1-4-1. Junior Urso ganhou espaço com armador, formando uma trinca de volantes ao lado de Leandro Donizete e Rafael Carioca. A ideia era dar proteção a Marcos Rocha e Douglas Santos, ambos laterais de projeção ofensiva. O tripé ofensivo foi bastante alterado durante a campanha. Com a lesão de Luan e a perda de espaço de Juan Ramon Cazares, o treinador uruguaio decidiu iniciar a série com Jesus Dátolo e Robinho como extremos, combatendo a subida dos laterais rivais na recomposição defensiva. Louvável decisão de Diego Aguirre, confiando no sacrifício e disposição coletiva de dois de seus mais experientes jogadores do elenco. Com a lesão de Dátolo, o treinador uruguaio optou pelo ingresso de Carlos na meia direita. Sua contusão na final do campeonato mineiro abre espaço para Clayton e Hyuri na série frente ao São Paulo.  No comando de ataque, Lucas Pratto é o grande fator de desequilíbrio, ora pelo faro de gol, ora pela intensa movimentação fora da área que abre espaço para os extremos que entram em diagonal como elemento surpresa. A perda do título estadual gera questionamentos e interrogações. Contudo ,o time de Aguirre segue sólido na Libertadores, apostando nas transições rápidas, na bola parada e no faro goleador de Pratto.

SÃO PAULO

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Edgardo Bauza chegou ao São Paulo em Janeiro graças a sua reconhecida competência em montar equipes solidas. Vale lembrar que O tricolor paulista terminou o campeonato nacional com uma defesa vazada em 47 oportunidades. Seu sistema tático escolhido durante o começo de trabalho foi o 4-2-3-1, o mesmo utilizado na campanha exitosa do San Lorenzo na Libertadores de 2014. Paton pediu Buffarini, não foi atendido, portanto Bruno seguiu como titular durante a campanha, apesar da contestação. Na lateral esquerda, chegou Eugenio Mena – de passagem apagadas por Santos e Cruzeiro – para aportar experiência internacional a um setor tão combalido na última temporada. A zaga começou a Libertadores titubeante com Lucão e Rodrigo Caio, duas crias de Cotia. Contratado com o coro da torcida, Lugano jogou apenas em duas oportunidades como titular. Foi Maicon quem a principio deu mais solidez ao miolo de zaga, seja pelo porte físico ou destacada personalidade que tanto faltava ao setor.

Hudson, líder em desarmes na Libertadores, é o grande guardião do meio de campo. Thiago Mendes e João Schmidt revezaram na titularidade durante a primeira fase. Com a lesão do jovem, Thiago Mendes retornou à posição. Nos dois últimos jogos como visitante, Bauza apostou pelo 4-1-4-1, com Wesley completando a trinca de volantes. Decisão corajosa e contestada, pois Paulo Henrique Ganso é o líder de assistências na competição e grande destaque do time quando titular. Kelvin ganhou a posição de extremo, somando velocidade pela meia direita, carência sentida pelo São Paulo no começo da temporada; Michel Bastos completa o setor de meio campo pela ponta esquerda. A classificação para as oitavas de final foi condicionada pelo faro goleador de Jonathan Calleri. O argentino, mesmo com o gol decisivo frente ao Cesar Vallejo em Trujillo, iniciou a fase de grupos como opção para a vaga de Allan Kardec. Eis que o ex- Boca tornou-se o artilheiro da Libertadores com oito dos 16 gols do tricolor na competição. O São Paulo segue irregular. Sua campanha como visitante é pobre: são três empates e a derrota em Toluca. O Morumbi foi o palco de suas três vitorias até aqui.

PUMAS

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Fora da Liguilla mexicana, o Pumas afronta as quartas de final da Libertadores como única meta no semestre. Deixando Olimpia, Emelec e Deportivo Táchira pelo caminho, o vice-campeão mexicano da última temporada mostrou predicados ofensivos: foram 19 marcados e nove sofridos. A campanha mostra grande solidez como local, vencendo os quatro cotejos realizados no estádio Olímpico de Universitário na Cidade do México. Guillermo Vázquez opta pela variação entre 4-2-3-1 e 4-1-4-1 como esquema padrão. O goleiro Alejandro Palacios e o centroavante Eduardo Herrera fazem parte da pré-lista de Juan Carlos Osorio para a Copa América.

A defesa é bastante experiente. O paraguaio Darío Verón forma a dupla de zaga ao lado do uruguaio Gerardo Alcoba, ambos na faixa dos 30 anos. Os laterais Marcelo Alatorre e Luis Fernando Fuentes possuem grande projeção ofensiva. Na cabeça de área o incansável Alejandro Castro fica como único volante central, liberando Javier Cortez e Matias Britos para a armação da equipe. Pelos lados do campo esta a grande arma do Pumas.  Fidel Martinez, “o Neymar equatoriano” e o colombiano Luis Enrique Quiñonez disputam a titularidade –  ambos convocados para defender as suas seleções na Copa América –  pela faixa esquerda do meio de campo. Do lado oposto, o argentino Ismael Sosa é o grande ponto de desequilíbrio de um time que aposta pelo vigor físico, a bola parada e a transição rápida nos contra-ataques. O ex- Independiente já anotou seis gols na Libertadores, ficando atrás apenas de seus compatriotas  Marco Rubén e Jonathan Calleri.

INDEPENDIENTE DEL VALLE

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Em sua terceira participação na Libertadores o Independiente del Valle assinala o excelente trabalho de base que começou em 2012, com a chegada do treinador Pablo Repetto. O uruguaio de 42 anos desembarcou em Sangolquí graças a seu trabalho à frente do Defensor Sporting, histórica cantera do futebol uruguaio. A média de idade do atual elenco negriazul é a menor entre os classificados. A dose de experiência atende pelo arqueiro Librado Azcona, o herói da classificação no Monumental de Nuñez com notáveis intervenções frente ao River Plate. O lateral uruguaio Christian Nuñez aporta solidez pela direito da defesa. No lado oposto, o jovem Luis Miguel Ayala, criado na base do Independiente del Valle, compensa com maior ímpeto ofensivo. O miolo de zaga revelação dessa edição da Libertadores é composto por duas pratas da casa: Arturo Mina e Luis Alberto Caicedo. A defesa negriazul sofreu apenas cinco gols na competição, chegando ao ápice empate sem gols frente ao Colo Colo, em jogo disputado no estádio Monumental em Santiago, que valeu a classificação para as oitavas de final.

O sistema tático padrão de Pablo Repetto é o 4-2-3-1, desde a participação do Independiente del Valle na Libertadores de 2014. A dupla de volantes impetuosa na marcação conta com os jovens Dixon Arroyo e Jefferson Orejuela. O meio campo do Independiente segue sob a batuta do talentoso Junior Sornoza, de 22 anos, grande responsável pelas bolas paradas e por ditar o ritmo do time. Cria da casa, Sornoza se destacou na campanha da Libertadores de 2014 contra San Lorenzo, Botafogo e Union Española, partindo para o Pachuca, onde não brilhou. Pelos lados, fechando a linha de armadores, o Independiente del Valle tem Julio Angulo e Bryan Cabezas como escape para as transições rápidas dos contra ataques. No comando de ataque, o garoto José Angulo de 21 anos, criado nas categorias de base do clube, soma movimentação intensa e bom jogo aéreo. A campanha como local é o grande trunfo do Independiente del Valle: foram três vitórias e um empate frente ao Colo Colo.

BOCA JUNIORS

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O Boca Juniors chega as quartas de final depois de um começo irregular que custou o cargo de Rodolfo “Vasco” Arruabarrena. A chegada de Guillermo Barros Schelloto – outro representante da geração bicampeã da América de 2000 e 2001 – colocou os xeneizes no trilho. O sistema tático escolhido foi o mesmo da era Arruabarrena e do título da Copa Sulamericana de 2013, com o Lanús : o 4-1-4-1. A primeira grande mudança se deu nas laterais. Leonardo Jara e Jonathan Silva perderam a posição para Gino Peruzzi e Frank Fabra. Peruzzi, cria do Velez, é um lateral de predicados defensivos, ao passo que o colombiano Fabra assumiu a titularidade com grandes atuações, sendo o líder de assistências ao lado de Carlitos Tevez. A zaga é experiente e dura. Daniel “Cata” Diaz, campeão da Libertadores em 2007, e Juan Manuel Insaurralde, vice em 2012, lideram um sistema defensivo que sofreu  seis gols na competição.

As lesões assolam o departamento médico em La Boca. Fernando Gago, Andres Cubas e Nicolás Lodeiro estão fora da Libertadores. Gago era o grande arquiteto do meio de campo, voltando a exibir seu futebol vistoso de outrora, mas eis que no clássico frente ao River pelo Torneio Transición rompeu o tendão de Aquiles, o que o afastará dos campos por seis meses. Schelloto foi obrigado a mudar o tripé de volantes, apostando pelo ímpeto e a vitalidade de Cristian”Pichi” Erbes, Marcelo Meli e Pablo Perez. Pelos lados do campo, Cristian Pavon e Federico Carrizo fecham o quinteto de meio campistas. Lodeiro vinha se destacando como extremo esquerdo, anotando gols decisivos na nova função, porém a lesão frente ao Cerro Porteño abriu caminho para uma briga intensa pela titularidade entre Sebastián Palacios, Federico Carrizo e Cristian Pavon. Com a venda de Jonathan Calleri e a lesão de Daniel Oswaldo, o Boca conta com Carlitos Tevez na função de centroavante. O atacante se diz cômodo na nova tarefa, flutuando as costas dos volantes para servir os dois ponteiros pelos lados do campo. Após um começo de poucos gols, Tevez assumiu a batuta do quadro de La Ribera anotando cinco gols. Com o retorno do ítalo-argentino Daniel Osvaldo, o camisa 10 xeneize poderá ser utilizado no meio campo, assim como na sua brilhante passagem pela Juventus. Boca e Nacional de Medellín seguem invictos na competição, fato que salienta um possível favoritismo para chegar a uma nova decisão continental.

NACIONAL

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Com a aposentadoria de Álvaro Recoba e a venda de Ivan Alonso ao River Plate, Gustavo Munúa moldou a restruturação do Nacional em base aos jovens valores ofensivos. O ex-goleiro do Bolso assumiu o comando da equipe principal do tricolor uruguaio após a saída de Álvaro Gutierrez, ao final da exitosa campanha da temporada 2014/15.  O sistema tático da era Munúa é o 4-4-1-1. Um time marcado pela forte marcação e transições rápidas, puxadas pelos velozes Kevin Ramirez e Leandro Barcia.  A defesa mescla a experiência de Mauricio Victorino e Jorge Fucile com a juventude de Diego Polenta e Alfonso”Pacha” Espino. O Bolso sofreu apenas oito gols na Libertadores.

A dupla de volantes formada por Santiago” El Colorado” Romero e Gonzalo Porras é de intensa pegada, protegendo a defesa com o auxilio de Kevin Ramirez e Leandro Barcia, os ponteiros que fecham a segunda linha pelos flancos. A campanha do Nacional é marcada pelo alto número de empates e a falta de gols atuando no Gran Parque Central, onde só venceu o Palmeiras, na primeira fase. O jovem atacante voltou ao Nacional, seu clube formador, para assumir o posto de goleador com a venda do veterano Ivan Alonso. Forma ao lado de Sebastián Fernandez uma dupla de muita inteligência e categoria, consciente da necessidade de contundência para um time que não se envergonha de chamar o adversário para dentro de seu campo. A campanha na atual Libertadores convida a sonhar, principalmente belos bons jogos como visitante frente a Rosario Central, Palmeiras e Corinthians. Pelo campeonato uruguaio, ainda briga pelo título com Peñarol e Plaza Colonia, dois pontos atrás de seu “rival de toda la vida”. O clássico frente aos carboneros no próximo final de semana deverá pesar no caminho tricolor rumo aos dois grandes objetivos nesse primeiro semestre.

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