Futebol no Planeta

Jogo inesquecível – River x Boca de 2004

Data: 17 de junho de 2004

O que estava em jogo: uma vaga na final da Copa Libertadores da América de 2004.

Local: Estádio Monumental Antonio Vespucio Liberti, em Buenos Aires, Argentina.

Juiz: Héctor Baldassi (ARG)

Público: 70.000 pessoas

Os Times:

Club Atlético River Plate: Lux; Husaín, Ameli (Fernández), Nasuti e Rojas; Mascherano (Marcelo Salas), Montenegro, Lucho González e Coudet (Sambueza); Maxi López e Cavenaghi. Técnico: Leonardo Astrada.

Club Atlético Boca Juniors: Abbondanzieri; Perea, Schiavi, Burdisso e Clemente Rodríguez; Villareal, Ledesma, Vargas e Cagna (Cángele); Tévez e Schellotto (Álvarez). Técnico: Carlos Bianchi.

Placar: River Plate 2×1 Boca Juniors (Gols: Lucho González-RIV, aos 6′ do, Tévez-BOC, aos 44´, e Nasuti-RIV, aos 50´do 2º T). Expulsos: Vargas-BOC, Sambueza-RIV e Tévez-BOC.

Nos pênaltis, River Plate 4×5 Boca Juniors. Salas, Montenegro, Cavenaghi e Lucho González fizeram para o River. Maxi López perdeu. Schiavi, Álvarez, Ledesma, Burdisso e Villareal fizeram para o Boca.

“A definição máxima de um Superclássico”

Superclássico. Do pseudo latim futebolístico “pelearis hasta gañaris”, é o nome que se dá ao duelo entre os dois clubes mais populares da Argentina: Boca Juniors e River Plate. O confronto é tido como o de maior rivalidade em todo planeta, talvez atrás apenas de Rangers e Celtic, na Escócia, por envolver tensas questões religiosas. Diz o manual do Superclássico que os times sempre deverão lutar até o último minuto pela vitória, que o empate nunca será festejado e que não basta apenas futebol para vencer. É preciso muita garra. Muito suor. Perder sangue, se necessário. Gritar até ficar rouco. Dividir toda e qualquer bola. Jamais ser cordial. Nunca estender a mão para um adversário caído. E jogar na mesma pulsação dos pulos e cantos das hinchadas nas arquibancadas. Se houvesse um só jogo que pudesse exemplificar o que é um Boca x River, apenas um, é quase certo que o argentino escolheria o duelo entre a dupla de Buenos Aires do dia 17 de junho de 2004. Naquela noite, os super rivais não só batalharam por uma vitória como disputaram uma vaga na grande final da Copa Libertadores. Era algo imenso. E valia muito. Além da honra, era a chance de ter assunto e motivos para azucrinar o rival durante meses. Anos, talvez. E os jogadores envolvidos fizeram questão de transformar aquele duelo, que teve 120 minutos e dois capítulos, em uma batalha épica. No primeiro duelo, em La Bombonera, apenas a torcida do Boca encheu seu estádio e fez do River um time pronto para ser devorado vivo no caldeirão boquense. Os Millonarios resistiram o quanto puderam, mas deu Boca: 1 a 0. Na volta, o imponente estádio Monumental recebeu apenas sua fanática torcida alvirrubra que queria cozinhar o Boca da maneira mais cruel possível. Depois de 45 minutos sem gols, o segundo tempo reservou tudo o que se espera de um Superclássico: expulsões, polêmicas, faltas duras e, claro, belos e decisivos gols. O River fez 1 a 0. Perto do final, o Boca empatou. E provocou. Tévez, que imitou uma “gallina”, foi expulso. No último segundo de jogo, o River fez mais um. Não havia critério de gol marcado fora. E o jogo foi para os pênaltis. Após oito cobranças perfeitas, Maxi López não foi páreo para o iluminado Abbondanzieri. E, na sequência, o Boca fez 5 a 4. Sem nenhuma alma xeneize para lhe apoiar, o Boca estava classificado. A derrota no tempo normal doeu, claro, mas o triunfo nos pênaltis foi impagável. Como foi impagável a intensidade e o clima que envolveu o “superclássico dos Superclássicos”, como muitos definem aquela partida. É hora de relembrar.

Pré-jogo

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O “Superclássico de 270 minutos” começou lá no torneio Clausura, quando o River de Cavenaghi (foto) bateu o Boca em La Bombonera e encaminhou o título nacional.

Boca e River já haviam se enfrentado várias vezes na história da Copa Libertadores, mas nunca os rivais chegavam em uma fase tão decisiva e tão quente como naquele ano de 2004. A semifinal era o último obstáculo antes da sonhada final, que poderia ser a quarta do Boca nos últimos cinco anos ou a primeira do River desde 1996. A vontade dos Millonarios em vencer superava a dos boquenses não só pela ânsia de conquistar o tricampeonato continental, mas também pelo fato de o Boca de Carlos Bianchi ser uma verdadeira máquina de ganhar títulos desde 1998. Os Xeneizes eram os atuais campeões da América e do mundo e ostentavam uma fama inquestionável de clube copeiro em todo o planeta. Campeões da América em 2000 e em 2001, era impressionante a intensidade com que o time de La Bombonera disputava a Libertadores e o apetite que ele tinha em conquistá-la e reconquistá-la Mesmo sem astros do passado como Palermo e Riquelme, a força da equipe ainda era visível com os velozes Tévez e Vargas e a boa proteção dos volantes Ledesma e Villarreal. O River não ficava atrás e tinha uma dupla de zaga sólida (Ameli e Nasuti), um meio de campo pegador e criativo (Mascherano, Lucho González e Montenegro) e um ataque entrosado com Cavenaghi e Maxi López.

Além do claro equilíbrio, os duelos entre os rivais teriam clima de revanche para o Boca pelo fato de o River ter vencido, em plena La Bombonera, o Superclássico de 16 de maio daquele ano, válido pelo Torneio Clausura (vencido pelo River), por 1 a 0. O resultado embalou o time do Monumental rumo à taça e deixou a torcida Xeneize louca pela desforra. Por causa desse clima e da importância do jogo, ficou decidido que as torcidas seriam únicas em cada partida. Na ida, somente os torcedores do Boca entrariam em La Bombonera. Na volta, só os torcedores do River lotariam o estádio Monumental. A atitude gerou polêmicas, claro, mas foi uma medida sensata que preveniu brigas homéricas fora de campo. Em compensação dentro…

boca-juniors-river-plate-2No dia 10 de junho, a massa boquense lotou sua casa para apoiar o Boca em busca de uma vitória por qualquer placar. As autoridades de segurança estavam tranquilas por ter apenas a hinchada azul e amarela nas arquibancadas, mas logo se viu que seria necessário intervenção dentro de campo. Com os nervos à flor da pele, os jogadores transformaram o campo em uma arena de batalha e os lances violentos e ríspidos se disseminaram na mesma proporção e no mesmo volume do barulho feito pelos fanáticos no estádio. Antes do termômetro explodir, Schiavi marcou o primeiro gol do Boca, aos 28´do primeiro tempo. Apenas três minutos depois, Gallardo deu um leve toque para derrubar Cascini por trás, que não gostou e discutiu com o jogador do River. O árbitro expulsou os dois, entrou em uma ríspida discussão com o jogador do Boca e abriu a porta para que o nervosismo contagiasse a todos. Cascini quis partir para a briga com Gallardo, a turma do deixa-disso interveio, Abbondanzieri foi arranhado por Gallardo, perdeu sangue, tentou revidar e por muito pouco não aconteceu uma tremenda pancadaria. Aos 43´, Garcé, do River, também foi expulso após dar um carrinho violentíssimo. O duelo de 10 contra 9 impossibilitou um jogo eficiente na segunda etapa. Bianchi conseguiu controlar seus comandados e a partida terminou mesmo em 1 a 0.

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A briga campal começou logo após o gol de Schiavi.

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Abbondanzieri e Gallardo, no momento mais tenso do empurra-empurra.

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Para o duelo seguinte, a imprensa argentina esperava que a selvageria do primeiro encontro não se repetisse no gélido Monumental, que não tinha a faceta quente da Bombonera. Com a vantagem do empate, o Boca jogaria do jeito que estava acostumado: fechadinho, esperando um contra-ataque e enervando o adversário. Já o River teria que se virar sem seu habilidoso meia ofensivo e jogar todo no ataque com Lucho mais avançado para municiar Maxi López e Cavenaghi, as esperanças de gols da torcida Millonaria.

Primeiro tempo – Pacientes e desesperados

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Mestre em Libertadores, o Boca de Bianchi entrou frio e calculista no Monumental lotado, e o River com a ânsia de definir logo o duelo e marcar um gol. Mas, quando a bola rolou, o Boca mostrou seu trejeito copeiro e não foi agredido nos primeiros 10 minutos. Foi então que a massa alvirrubra passou a empurrar mais seu time e inflou o River, que saiu do campo de defesa e passou a atacar o rival, que foi obrigado a recuar e jogar no contra-ataque. Aos 16´, Ameli tentou de cabeça, a zaga afastou e por pouco Maxi Lópex não abriu o placar. Em seguida, o atacante sofreu pênalti de Schiavi e o juiz não deu, causando indignação na torcida. Nervoso, o River não conseguia transformar sua maior posse de bola e a pressão das arquibancadas em ferramentas úteis na hora de concluir a gol. O goleiro Abbondanzieri assistia a tudo bem atento e orientava seus zagueiros para que nada passasse. Sem Gallardo, os donos da casa perdiam em velocidade e Lucho González era obrigado a fazer o papel de camisa 10 no ataque. Do banco, Bianchi via seu plano do empate dar certo e contava o tempo para celebrar mais uma vaga na final. Só que ele se esquecia de que aquilo era um Superclássico. E os nervos sempre se exaltam, seja num momento, seja em outro…

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Os times em campo: o Boca jogou no contra-ataque e conseguiu segurar o River no primeiro tempo. Mas, com um homem a menos, as coisas complicaram.

Segundo tempo – Pressão, provocação e imponderável

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Lucho, autor do gol que deu sobrevida ao River no segundo tempo.

O belo primeiro tempo do Boca fez seus jogadores entrarem na segunda etapa com um certo relaxamento. Era a sempre presente “soberba do campeão”, algo que Bianchi percebeu com menos de um minuto quando Vargas fez uma falta desnecessária em Lucho González e foi expulso. Era tudo o que os donos da casa queriam. Com um jogador a menos, o Boca daria mais espaços, a tática do contra-ataque seria perigosa e o River poderia encontrar seu gol. E ele surgiu aos seis minutos, quando Lucho González arrancou do meio de campo, foi levando entre dois marcadores e chutou forte de fora da área para marcar um lindo gol: 1 a 0. O duelo estava empatado! E bastava um gol para o River conseguir a classificação. A hinchada Millonaria cantarolou como sempre e tinha certeza de que mais gols iriam sair, ainda mais com o xodó Cavenaghi em campo. Aos 15´, o técnico Astrada resolveu colocar o chileno Marcelo Salas no lugar de Mascherano para dar mais força de ataque ao time e recuar um pouco Lucho González. Mas, o que era para ser uma virtude se transformou em um erro, pois o meio de campo perdeu em marcação e acabou brecando a crescente melhora de Lucho em campo. O River continuou pressionando, mas sem levar grandes perigos ao goleiro Abbondanzieri. Por outro lado, Schelotto e Tévez rondavam a área do River e o primeiro abusava de seu lado maroto ao retardar laterais, provocar os rivais e tentar a todo custo uma expulsão de alguém vestindo branco e vermelho. Aos 28´, Maxi López quase ampliou, mas Abbondanzieri fez uma bela defesa.

Na reta final do jogo, Schelotto continuou com sua missão de desestruturar o rival e conseguiu a façanha aos 39´, quando aproveitou uma contusão de Rojas para provocar Sambueza, que foi expulso por reclamação. Na confusão, até o auxiliar técnico de Astrada, Hernán Díaz, levou o vermelho. Com a nova igualdade numérica, o Boca estava de volta ao duelo. Percebendo isso, Carlos Bianchi resolveu tirar Cagna, um dos mais experientes do time, para a entrada do jovem Cángele. Ninguém entendeu, muito menos o volante, que contestou o comandante ao perguntar “por que me tirou?”. Bianchi foi categórico ao dizer “eu sei o que eu faço”. E sabia mesmo.

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O gol de Tévez e a comemoração da “gallina” seguem intactos na memória de qualquer torcedor xeneize.

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Com a entrada de Cángele, o Boca ganhava mais uma arma para explorar os cantos e tentar uma bola alçada na área para Tévez ou Schelotto marcar um gol que praticamente selaria a vaga na final. E foi isso mesmo que aconteceu. Sem se importar com a fúria dos Millonarios, Cángele se mandou pela ponta esquerda, aos 44´, passou pelo marcador e cruzou rasteiro para a área. A zaga não conseguiu cortar e a bola sobrou limpa para Tévez encher o pé e mandar para o fundo do gol de Lux: 1 a 1. O Boca estava com os pés na final. E o River em estado de drama puro. Enquanto os Millonarios colocavam as mãos na cabeça e não acreditavam, Tévez celebrava com raiva, fúria e um sarcasmo único. O atacante tirou a camisa e começou a bater asas imitando uma galinha. Motivo? Provocar a torcida do River, que teve de aprender a conviver com o apelido de Gallina desde 1966, quando viu seu time perder uma final praticamente ganha de Libertadores para o Peñarol-URU, por 4 a 2, de virada, e uma galinha entrar em campo no jogo seguinte à derrota, contra o Banfield-ARG, já pelo Campeonato Argentino.

Em um Monumental quase em silêncio, era possível ouvir, bem de longe, os berros e risadas dos boquenses espalhados pela cidade ao ver aquela cena hilária de Carlitos. O árbitro Baldassi não entendeu a brincadeira e expulsou imediatamente o atacante, que voltou a deixar o Boca com um homem a menos. Mas, àquela altura, Tévez não faria falta, pensavam os boquenses. Só que ainda faltavam alguns minutos e os acréscimos. E era um Superclássico…

O relógio voava para os Millonarios e andava como uma tartaruga para os Xeneizes. Com mais quatro minutos de acréscimo, o River se mandou loucamente para o ataque e o Boca se defendia como nunca com seus nove homens. No último lance do jogo, o River conseguiu uma falta. Era de muito longe. O time inteiro foi para a área e Cavenaghi foi para a bola ao invés de tentar algo de cabeça na área. Com mais alvirrubros do que azuis e amarelos, era óbvio que alguém do River ficaria livre de marcação quando a bola chegasse. Cavenaghi bateu bem, a bola voou toda a extensão da área e encontrou os pés do zagueiro Nasuti, que fez meio sem jeito o gol da vitória do River: 2 a 1. Sim, haveria mais jogo! Uma pilha de gente foi para cima do zagueiro na comemoração. E o Monumental voltou a pulsar como no início do jogo. Terminar sem emoção ou apenas no tempo normal era pouco para aquele jogo. Tinha que ter mais. Um Superclássico ansiava por mais.

Pênaltis – A vingança de Abbondanzieri

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O mesmo gol que viu os tentos do River foi o escolhido para abrigar as cobranças de pênalti. Era um bom presságio para os donos da casa, mas o Boca era quem se identificava mais com aquele tipo de decisão. A equipe havia vencido suas Copas Libertadores de 2000 e 2001 e o Mundial Interclubes de 2003 daquela forma. Já o River teria que superar a inexperiência e a fama do rival. Para mostrar que tinha tudo sobre controle, o técnico Bianchi voltou a surpreender ao escalar como batedores os jovens Álvarez (que entrou no finalzinho), Ledesma e Burdisso, para “batizar” os garotos. O River apostava em suas estrelas e começou com Salas, que mandou para o fundo do gol de Abbondanzieri. Schiavi abriu a série para o Boca e chutou no canto e forte, como sempre fazia: 1 a 1. Montenegro fez o segundo do River, e Álvarez empatou. Cavenaghi fez o terceiro do River e Ledesma deixou tudo igual ao mandar para o meio do gol. Lucho cobrou o quarto do River e fez o gol no primeiro chute que Abbondanzieri não havia acertado o canto. Burdisso chutou o quarto do Boca e mandou bem: 4 a 4.

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… E deixa Maxi López aflito: o Boca estava com os pés na final.

… E deixa Maxi López aflito: o Boca estava com os pés na final.

Na última cobrança do River, Maxi López tinha a missão de manter viva a chance de classificação. Já Abbondanzieri teria talvez a última oportunidade de evitar um gol do rival e ter o gosto de se vingar do time que lhe arrancou sangue no primeiro duelo, lá em La Bombonera. López tomou pouca distância, bateu no canto esquerdo e Abbondanzieri voou para defender! O camisa 1 esbravejou e calou o estádio. Villarreal era o último batedor do Boca. O meio-campista não inventou, chutou forte e fechou a conta: 5 a 4. Com drama, luta e marra, o Boca estava na final. E o River, com dor e lamento, eliminado. Era o desfecho épico de um duelo que parou a Argentina e atraiu as atenções de todo o continente. No dia seguinte, os fãs de futebol repassaram tudo e tiveram a certeza de que o mais nítido exemplo do que era e do que representava o encontro entre os dois maiores titãs do futebol argentino havia acontecido em 17 de junho de 2004. Um jogo para a eternidade.

O diário “Olé” do dia seguinte: só deu Boca. E só deu Tévez.

O diário “Olé” do dia seguinte: só deu Boca. E só deu Tévez.

Pós-jogo: o que aconteceu depois?

River Plate: se reerguer do baque para o maior rival em uma semifinal de Libertadores foi difícil para o River. O time não levantou mais títulos e voltou a cair em uma semifinal continental já no ano seguinte, quando foi eliminado com duas derrotas para o futuro campeão, o São Paulo-BRA. Só em 2008 que o time do Monumental voltou a celebrar ao vencer o Torneio Clausura e ver o Boca ficar com o vice. Mas, também naquele ano, os comandados de Diego Simeone causaram pânico em sua torcida com mais uma derrota dramática em Libertadores.

Boca Juniors: a carga emocional utilizada nos duelos contra o River foi tão grande que o Boca chegou à final contra o desconhecido Once Caldas-COL literalmente acabado. Jamais que os argentinos iriam perder para um time retranqueiro como aquele, ainda mais em uma final continental e com Bianchi no banco. Mas eles perderam. No primeiro jogo, em La Bombonera, 0 a 0. Na volta, em Manizales, empate em 1 a 1 e pênaltis. Nas cobranças, o Boca errou todos os seus chutes e o Once Caldas foi campeão com a vitória por 2 a 0. A torcida Xeneize viu que seu time não estava em seu normal e não ligou muito para o ocorrido, afinal, o Boca havia vencido três Libertadores em apenas cinco anos. Três anos depois, o time voltou a celebrar uma conquista continental, mas até hoje a saborosa classificação sobre o maior rival ainda é mais celebrada e cultuada do que muitas taças. Afinal, um triunfo sobre o River não é apenas um triunfo. É um supertriunfo.

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Extra:

O jogo épico

Veja os lances marcantes daquele jogo eterno.

Veja os lances da briga no primeiro jogo e grandes imagens do duelo.

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