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Liverpool, um gigante adormecido

O Liverpool sem dúvidas é um dos maiores times da Inglaterra, porém já a alguns anos o clube não vem mostrando toda essa sua grandeza, sendo que o seu último título de expressão foi a Champions League de 2005. A partir dai, o Liverpool nada melhorou tendo a saída de seu ídolo, Steven Gerrard, como mais um dos problemas da equipe. O jogador se mudou para o Los Angeles Galaxy em 2015. Um outro fato relevante é que os Reds não ganham uma Premier League há 25 anos.

O Liverpool é um clube de muita história e muito vencedor no passado. Entre suas conquistas estão 18 campeonatos ingleses, 15 copas da liga inglesa, 15 supercopas e isso são só títulos nacionais. Se formos falar sobre títulos internacionais o Liverpool coleciona 3 Liga Europa, 3 supercopas, e 5 Champions League. O título de 2005 é um dos mais conhecidos e mais emocionantes da história do torneio. Os Reds perdiam o jogo no final do primeiro tempo para o Milan por 3 a 0, no segundo tempo eles reagiram, empataram o jogo e conquistaram o título nos pênaltis.

No ano de 1990 o Liverpool já havia conquistado 18 títulos da Premier League, enquanto seu maior rival o Everton possuía 9 e Manchester United apenas 7. Nos dias de hoje o Manchester United acabou passando os Reds e já conquistaram 20 títulos ingleses e 2 Champions League enquanto o ultimo título de expressão do Liverpool foi a Champions League de 2005 como já havíamos falado.

Liverpool Campeão Europeu da temporada 2004-2005

Mas o que acontece é que o Liverpool vem fazendo um papel de time mediano nos últimos anos, porém não deve se contentar com isso pois sua história mostra a grandeza de clubes como Barcelona, Real Madrid e Bayern de Munique.

O estádio pelo menos não está demonstrando ser de uma equipe mediana. Com sua reforma em andamento e com término previsto para a temporada 2016-2017, o estádio promete uma capacidade para 59.000 pessoas. Vamos esperar que esse novo estádio ajude o Liverpool a voltar a seus tempos de glória.

Hoje os Reds possuem bons jogadores como Roberto Firmino e Phillipe Coutinho e um técnico de renome como Jurgen Klopp. Um treinador de garra e que conseguiu grandes feitos com o Borussia Dortmund e que ao lado dos brasileiros são os destaques deste time. Um dos poucos treinadores a conseguir destronar o Bayern de Munique por dois anos seguidos e conseguindo o feito de chegar a final da Champions League com o time da muralha amarela, acreditamos que Klopp parece ser o treinador ideal para fazer os Reds uma equipe vencedora novamente.

Os ingredientes para o sucesso já estão todos na mesa. Um técnico renomado e vencedor, bons jogadores, um estádio de ultima geração e para fechar uma camisa de peso no mundo todo. Porém o que temos visto na Premier League é um campeonato cada vez mais disputado e com muitas equipes com condições de conquistar o título. Um objetivo colocado apenas nas equipes consideradas “Grandes”. Fora o fato de que uma vez ou outra, times de menor expressão também tentam beliscar alguma coisa como foi o caso do Leicester.

Será esse o ano do Liverpool?

Longe da glória do passado, o Liverpool é, ainda assim, uma equipe a ter em conta. Os comandados do “louco” Jürgen Klopp prometem tentar acordar este “gigante adormecido” da terra dos Beatles.

Foi no já longínquo ano de 1990 que o Liverpool venceu o seu último campeonato. A pressão acumulada, alguma falta de critério na aquisição de jogadores, escolhas duvidosas no que diz respeito ao treinador e relativa dificuldade em acompanhar as loucuras financeiras dos seus rivais têm levado os Reds a não conseguir quebrar o jejum, que já leva mais de 25 anos.

Contudo, um alemão com ar tresloucado chegou a Anfield no final do ano passado para tentar inverter esta tendência.

O fator Klopp

Quando questionado que apelido daria a si mesmo, depois de José Mourinho se ter auto-intitulado “The Special One”, Jürgen Klopp, ex-treinador do Borussia Dortmund (onde, de resto, se sagrou bi-campeão alemão) fez questão de dizer que não passava de um “tipo normal” e, como tal, seria o “The Normal One”. Mas a verdade é que Klopp é tudo menos um treinador normal. A prova disso é o hábito de ir a pé para casa depois de alguns jogos, algo que não acontece sempre mas, confessou, ajuda-o a pensar e a refletir sobre como correu o jogo. Mesmo que todos os treinadores amem o que fazem a 100%, é possível afirmar que ninguém o fará com mais convicção do que o alemão. Na verdade, logo no primeiro jogo desta temporada foi possível assistir a um Liverpool com sede de vencer, dinâmico e espontâneo, e um Klopp a perder os óculos ao festejar um gol (outra vez!).

Klopp é isto. E parece ser o homem certo para fazer despertar o gigante adormecido da cidade dos Beatles, com uma equipa construída à sua imagem e com jogadores que o seguem incondicionalmente e mostram, desde cedo, enorme ambição.

 Aquisições cirúrgicas

A temporada passada foi de aprendizagem para o treinador alemão, chegado ao clube apenas em outubro de 2015, já com o campeonato rolando. Klopp teve oportunidade de sentir e experienciar aquilo que é a Premier League e, passados estes meses, a restruturação da equipe tem sido cirúrgica.

A capacidade do mago alemão para descobrir talento é, de resto, uma das suas maiores qualidades. Recorde-se que, já em Dortmund, Klopp recrutou craques como Gundogan (atualmente no Manchester City de Guardiola), ou Hummels e Lewandowski (desde esta temporada atuando juntos com a camisa do Bayern de Munique) por um valor total a rondar os 20 milhões de euros, tendo o clube faturado perto de 100 milhões de euros com a venda destes jogadores.

No que respeita a reforços para este ano, destaque imediato para Sadio Mané. A estrela senegalesa, que na temporada passada dividiu a ala direita do Southampton com Cédric Soares, chegou com o objetivo de desestabilizar as defesas adversárias.

A este junta-se Wijnaldum, méia holandês goleador (onze gols na temporada passada) que chegou do Newcastle, e Loris Karius, jovem goleiro alemão que atuava no Mainz 05.

Por último, referência a três nomes: Grujic, jovem méia sérvio de 20 anos de enorme potencial técnico; Klavan, experiente defesa-central estónio que atuou na temporada passada no Augsburg; e Matip, jovem internacional camaronês com toda a sua formação feita na Alemanha, e que pode atuar como zagueiro ou volante.

Estas aquisições, que se juntam a uma já sólida equipa, formam, muito provavelmente, o melhor Liverpool dos últimos anos.

Fora da Europa dá campeonato?

A última temporada em que não competiu nas competições europeias foi também aquela em que o Liverpool mais perto esteve do título. Este ano, igualmente fora da Europa, Klopp e companhia procuram encontrar na consistência da sua linha defensiva e no instinto goleador de Daniel Sturridge (que, espera-se, não sofra recaídas das lesões que o desabilitaram nas últimas temporadas) os ingredientes necessários para se tornarem sérios candidatos ao título.

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