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A imprenssa inglesa está furiosa com Guardiola

O início de trabalho do prestigioso técnico Josep Guardiola no Manchester City não vem sendo fácil. Comparado aos outros clubes que comandou (Barcelona e Bayern de Munique), o aproveitamento do catalão é seu pior até agora: em suas primeiras 25 partidas, ele teve 64% de aproveitamento, contra 88% que teve no Bayern e 80% no Barça.

A irregularidade colocou os Citizens na tabela da Premier League, atrás de Chelsea, Liverpool e Arsenal. E se a torcida ainda lhe dá crédito, “Pep” descobriu que outro setor importante do futebol inglês é bem menos piedoso: a imprensa.

Nos últimos dias, os jornais e tabloides britânicos, conhecidos pelas críticas ácidas, vêm pegando insistentemente no pé do comandante, criticado por seu rodízio de jogadores e pelas contratações “inúteis” que custaram milhões, entre outras reclamações.

Independent, por exemplo, foi um dos que bateu mais forte.

“A incapacidade de prever a escalação do City nos dias de jogos é algo que está se tornando recorrente com Guardiola, e até agora ele não deixou claro se isso é uma prova da força do elenco da equipe ou uma prova de péssimas decisões do técnico”, disparou o diário.

No artigo, publicado no último dia 9, o jornal reclama do rodízio “sem sentido” promovido por Guardiola: 46 mudanças na escalação em apenas 14 jogos de Premier League. Se comparado ao Leicester, último campeão inglês, o número parece absurdo, já que os Foxes fizeram só 27 mudanças durante toda a campanha do título.

O catalão foi inclusive comparado ao Professor Pardal (conhecido em inglês como Gyro Gearloose), inventor maluco que aparece como personagem nas histórias em quadrinhos e desenhos animados do Pato Donald e Tio Patinhas na Disney.

“Na maior parte da campanha atual, não houve continuidade, não houve química entre os jogadores e não houve coerência. A falta de consistência na escolha dos jogadores acabou passando também para a aplicação de táticas e formações em campo, que também mudam de maneira incosistente jogo a jogo”, criticou o Independent.

Outra reclamação recorrente dos jornais ingleses é a dos “gastos inúteis” na última janela de reforços. Ao todo, o City torrou incríveis 223,2 milhões de euros (R$ 790 milhões) em jogadores que simplesmente “não funcionaram”, de acordo com a mídia.

Foram 55,6 milhões de euros (R$ 197 milhões) no zagueiro John Stones, um dos atletas mais criticados dos Citizens nas últimas rodadas, 50 milhões de euros (R$ 177 milhões) no meia atacante Leroy Sané (nenhum gol marcado em 12 jogos) e 27 milhões de euros (R$ 95,5 milhões) no volante Ilkay Gundogan, conhecido por suas recorrentes lesões e que acaba de se machucar mais uma vez, com a possibilidade de ficar até oito meses fora dos gramados.

A transferência mais criticada, porém, é a do goleiro Claudio Bravo, que veio por 18 milhões de euros (R$ 63,7 milhões) do Barcelona.

Uma contratação “totalmente desnecessária” motivada por uma “birra infantil” de Guardiola com o inglês Joe Hart, ídolo do City, que foi encostado e depois mandado para o Torino, da Itália, por supostamente não saber jogar com os pés – habilidade que o chileno passa bem longe de demonstrar até o momento em Manchester.

Joe Hart que era ídolo no clube foi deixado de lado por Guardiola

“O City gastou muito dinheiro em jogadores que não precisa: dois atacantes que não fazem gols (Sané e Nolito), um goleiro bem mais ou menos e um zagueiro central que parece que está aprendendo a jogar futebol”, detonou o jornalista Barney Ronay, um dos mais influentes da Inglaterra, em artigo no tradicional jornal The Guardian.

“Eles esqueceram de contratar reservas de nível para Kompany e Aguero. Logo, ficaram buracos no elenco. Buracos que Pep certamente deve ter notado agora…”, completou.

Daily Mail, por sua vez, destaca que “Pep” foi bem menos gastão no Barcelona e no Bayern de Munique, e inclusive conquistou resultados bem melhores (e mais rapidamente) do que vem conseguindo na Terra da Rainha até o momento.

“O montante absurdo usado para contratar Stones, Sané, Gundogan e Bravo é quase o dobro do que ele gastou em sua primeira janela no Barcelona, quando Daniel Alves foi a grande contratação, e foi quase o triplo do que ele torrou em sua primeira janela no Bayern, quando teve Mario Gotze como transferência de destaque”, lembrou.

“No entanto, seu City está vencendo menos jogos, marcando menos gols (e levando mais) e estatisticamente está testando seus adversários com frequência muito menos que o Barça e o Bayern que Guardiola treinou”, acrescentou o diário.

Guardiola diz que City voltou a jogar em alto nível e espera mais confiança com chegada de Gabriel Jesus

As críticas ao trabalho de Guardiola, aliás, não são puramente opinativas. O artigo do Guardian, por exemplo, faz uso de estatísticas precisas para provar seu ponto, citando principalmente o “vareio” sofrido por 4 a 2 para o Leicester, pela 15ª rodada do Campeonato Inglês, na pior derrota do catalão no comando dos Citizens até agora.

“O jogo contra o Leicester foi fascinante por uma série de razões. A maior preocupação para o City é que eles foram totalmente superados em termos de habilidade, porque levaram quatro gols enquanto os Foxes tiveram só 22% de posse de bola e completaram somente 371 passes, contra 903 do City”, analisa o jornal, citando também erros de posicionamento dos comandados de Pep na partida contra os campeões.

“Pablo Zabaleta deu 106 toques na bola e teve taxa de 96% de acerto nos passes, mas passou o primeiro tempo inteiro parecendo totalmente confuso jogando como “falso lateral”. Já Mahrez, do Leicester, acertou só 17 passes no jogo todo, mas acabou decidindo a partida para seu time ao lado de Vardy”, ressaltou a matéria.

Começo conturbado: dos 3 clubes que dirigiu, o pior aproveitamento de Guardiola é com o City

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