Futebol no Planeta

Os futuros “Messis” que deram e não deram certo

30 de dezembro de 2016. O jornal catalão “Sport” veicula que Gerard Deulofeu havia sido emprestado ao Milan.

Um dia depois, Tiago Luis usava o Instagram para se despedir do Paysandu.

O que Deulofeu e Tiago Luis têm em comum? Pausa na história.

A janela de transferências está aberta. É a hora de buscar reforços, mas não qualquer um. Todo torcedor quer um craque, um fora de série. Que tal um “novo Messi”?

As comparações com craque – e com Cristiano Ronaldo, Neymar e tantos outros – pipocam. Entra ano, sai ano, e a história se repete. Lembra do Taison ou Messi? Pois Deulofeu foi o “novo Messi” do Barcelona. Tiago Luis já estampou as manchetes na Espanha como “Messi brasileiro”.

Em época de mercado da bola, fizemos uma lista com cinco “novos Messis”. Alguns ainda procuram espaço no futebol, enquanto outros brilham com seus próprios nomes, deixando o papo de “novo Messi” de lado:

Tiago Luis

A famosa capa do Marca com Tiago Luís

Foi em 2008 que o garoto da base da Vila Belmiro estampou a capa do jornal Marca, da Espanha. “O Real Madrid negocia com o Messi brasileiro”, dizia a manchete. Meia-atacante habilidoso, chegou a deixar Neymar no banco do Santos.

Mas a comparação não se confirmou – nem a transferência para o Real Madrid.

“Não acho que atrapalhou minha carreira. Quem colocou (o apelido) foi o jornal, eu só jogava bola. Se falaram isso, é porque que viram algo de bom, né? Mas agora quero esquecer isso. Todo mundo comenta, mas não tem nada a ver. O Messi é um grande jogador e um ídolo, isso da capa já passou”, disse, em 2015, em entrevista.

O atacante, hoje com 27 anos, depois de rodar por vários clubes, se despediu do Paysandu no último dia de 2016. O destino é incerto.

Bojan

Ele se tornou o mais jovem jogador a entrar em campo com a camisa do Barcelona. Em 16 de setembro de 2007, aos 17 anos e 19 dias, ele quebrava a marca que pertencia justamente a um cara chamado Messi. A promessa de La Masia acabou não se firmando. Passou por Roma, Milan e Ajax, até ser negociado com o Stoke City.

Talvez seja o maior exemplo do que a pressão pode causar em um jogador.

Gerard Deulofeu

Jogue o nome “Deulofeu” no Google e corra atrás de vídeos. É de impressionar a habilidade, a maneira como dribla, como arranca com a bola. Outra cria da base do Barcelona, estava na cara que o rótulo de “novo Messi” ia pegar. O rótulo pegou, mas o futebol, ainda não.

Foi emprestado para Everton e Sevilla, até ser vendido ao clube inglês em 2015. No fim de 2016, o jornal catalão “Sport” veiculou que o Milan seria o novo clube do meia-atacante. Aos 22 anos, quem sabe, ele engrene na Itália. Deixou saudade no Barcelona? Nenhuma.

Erik Lamela

Quando atuava na base do River Plate, Lamela foi chamado pela primeira vez de “novo Messi”. Ainda mais depois que o Barcelona tentou levar o argentino para a Espanha, em 2004, quando ele tinha apenas 12 anos. Seria a repetição da história de Messi, roteiro perfeito para a comparação ganhar capítulos mais saborosos.

A negociação não aconteceu, e o futebol de Lamela se mostrou diferente do ídolo compatriota. Mas tem gente que ainda compara, como Osvaldo Ardiles, campeão do mundo pela Argentina em 1978. “Ele foi apelidado de ‘novo Messi’, e isso está correto”, afirmou, ao jornal inglês “Metro”.

O fato é que Lamela se firmou no River, de lá foi para a Roma, e desde 2013 defende o Tottenham e a seleção argentina, pela qual disputou a Copa América-2015 e a Copa América Centenário-2016. Bom jogador? Sim, bom jogador. “Novo Messi”? Não, Erik Lamela mesmo.

Paulo Dybala

Google de novo. Jogue “Dybala new Messi” no buscador, como eu fiz, e veja a enxurrada de notícias relacionadas, a maioria delas de órgãos de imprensa dos mais respeitados do planeta.

Basicamente, a comparação se dá por serem argentinos, por ter batido recordes – foi o mais jovem a fazer gol como profissional pelo pequeno Instituto, aos 17 anos, superando nada menos do que Mario Kempes – e por ter a facilidade de ir às redes.

Chegou ao Palermo em 2012, aos 19 anos, como “o novo Sergio Aguero”. Três temporadas depois, assinava com a Juventus, anotando 23 gols na temporada 2015-2016. “Fenômeno” é um dos adjetivos mais comuns, como já disseram Paul Pogba e Carlo Ancelotti. “Novo Messi”, “novo Aguero”? Não, mas tudo leva a crer que Dybala tem um futuro brilhante. Como Dybala.

Fica a pergunta: quem será o “novo Messi” do mundo do futebol?

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