Futebol no Planeta

Southampton tem dona que não gostava de futebol mas transformou o time em máquina de dinheiro

Quando Markus Liebherr morreu após um ataque cardíaco em agosto de 2010, sua filha, Katharina, herdou não apenas um conglomerado com 130 companhias diferentes. Entre negócios de mineração, equipamentos para construção pesada, produção de geladeiras e freezers também havia um clube de futebol.

O interesse dela por futebol era mínimo, por assim dizer. Mas seu nome ganhou força entre os torcedores do Southampton depois que ela foi forçada a contratar um novo presidente em 2014, após a saída do italiano Nicola Cortese.

Os temores aumentaram e as dúvidas, também. Quem era ela? O que faria com o clube? Qual é o seu interesse? A torcida não via dois palmos à frente. Mas agora, três anos depois, os fãs já sabem: Katharina Liebherr mudou o clube.

Estruturado financeiramente, a equipe do sul da Inglaterra virou um modelo em como remontar elencos e fazer boas campanhas continuamente na Premier League. E também com possibilidades reais de título.

Um dos primeiros grandes exemplos de como o clube se reestruturou esportivamente – e lucrou com isso – veio em ao fim da janela de transferências de verão da Europa, em agosto de 2014. Após terminar em oitavo na Premier League de 2013/2014 e ter sete atletas convocados para a Copa do Mundo, o time foi desmanchado.

Lallana, hoje no Liverpool foi uma das revelações dos Saints

O atacante Lambert, o zagueiro Lovren o meia Lallana foram para o Liverpool por, respectivamente, 5,5, 25,3 e 31 milhões de euros. O Manchester United pagou 37,5 milhões de euros pelo lateral-esquerdo Luke Shaw, enquanto Calum Chambers foi para o Arsenal por 20,2 milhões de euros. Fora isso, o técnico Mauricio Pocchetino saiu, e Ronald Koeman chegou. No total, foram 119 milhões de euros arrecadados – sendo que o clube gastou 11,2 milhões de euros para contratar Lovren e Lambert (o restante foi revelado no clube). O clube foi bem e terminou a temporada em sétimo.

Corte agora para um ano depois, em agosto de 2015. Financeiramente, outro sucesso no mercado: o clube vendeu Morgan Schneiderlin por 35 milhões de euros para o Manchester United (ele tinha custado 1,2 milhão de euros) e Nathaniel Clyne por 17,7 milhões ao Liverpool (custo de 3,2 milhões de euros). No fim da temporada, o clube foi o sexto no Inglês.

Volte no tempo pouco mais de quatro meses. Os Saints venderam Sadio Mané por 41,2 milhões de euros ao Liverpool depois de terem investido 15 milhões em sua aquisição. Compensou a pouca ou nenhuma receita das operações envolvendo Grazianno Pelé, Juanmi e Victor Wanyama, também vendidos.

Considerando as receitas e despesas com as janelas de transferências desde que Liebherr passou a ser mais ativa no clube, os Saints tem um saldo positivo de 56 milhões de euros (R$ 191 milhões).

Southampton está em 12º na Premier League desta temporada

Mas então você pode questionar: no mercado o clube dá lucro, mas e em toda operação? A resposta: também. Antes do pagamento de impostos, o lucro do Southampton foi de 29 milhões de libras (R$ 112 milhões) no exercício de 2013/2014 (na época foi o primeiro resultado positivo desde 2009) e de 15 milhões (R$ 58 milhões) em 2014/2015, de acordo com dados do jornal The Guardian.

E mais um dado interessante do desempenho financeiro do clube. Em 2009, Markus Liebherr comprou o Southampton, então na terceira divisão inglesa, por 14 milhões de libras. Agora, com o clube em boa situação esportiva e financeira, Katharina pode vender a sua operação inteira por 200 milhões de libras, um aumento de 1328% no valor do clube. A interessada é a Lander Sports Development, firma que atua no ramo imobiliário na China.

 

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