Futebol no Planeta

Como o Real se tornou o maior invicto do futebol espanhol

Guarde a data: 6 de abril de 2016. Neste dia, o Wolfsburg venceu o Real Madrid por 2 a 0, no jogo de ida das quartas de final da Champions League.

281 dias depois, o Real Madrid se tornou o time espanhol com a maior série invicta da história. Com o empate improvável contra o Sevilla, na volta das oitavas da Copa do Rei, a equipe de Zinedine Zidane chegou a 40 jogos sem derrota, com 30 vitórias e 10 empates.

O jogo que confirmou o recorde foi um resumo da trajetória do Real imbatível. Sem alguma de suas principais estrelas, tentando – e não conseguindo – o controle do jogo e contando com lances e gols em momentos improváveis, o time de Madri superou o arquirrival e se tornou o maior invicto da história do futebol espanhol.

Veja, abaixo, o raio-X da incrível sério do time de Madri:

Estrelas? Nem sempre

Sim, o Real Madrid tem um elenco recheado de estrelas. Mas isso não quer dizer que elas estejam em campo em todos os jogos. Pelo contrário: seja por lesão, seja poupando, não é sempre que Zidane conta com a sua constelação. Cristiano Ronaldo, por exemplo, ficou fora de 12 jogos, 30% do total.

Sendo assim, Zidane tem que trabalhar com o elenco. A resposta: no total, sete diferentes jogadores foram responsáveis por 10 ou mais gols na sequência imbatível, seja marcando, seja dando assistências.

Mais importante do que isso, jogadores que normalmente não apareciam em campo estão com faro artilheiro: 22 atletas diferentes anotaram pelo menos um gol nos 40 jogos de invencibilidade. Além disso, 20 registraram pelo menos uma assistência.

A rotação tem sido uma constante: 30 jogadores foram utilizados na sequência de jogos sem derrotas. Entre eles, Enzo Zidane, 21 anos, filho do professor e que chegou até a marcar em sua única aparição.

Controle total

Controlar o placar é algo fundamental para a série do Real. O time esteve atrás do placar por dois ou mais gols apenas duas vezes nos 40 jogos invictos. A primeira, contra o Rayo Vallecano, em 23 de abril do ano passado, quando levou 2 a 0 nos primeiros 15min. A virada veio aos 36min da segunda etapa, com gol de Bale.

A segunda foi justamente no jogo que confirmou o recorde. O Sevilla chegou a abrir 3 a 1 aos 32min da segunda etapa, com gol de Jovetic. Mas Sergio Ramos – sempre ele! -, em cobrança de pênalti com direito a cavadinha, aos 38min, e Benzema, em um golaço, aos 48min, evitaram o fim da sequência.

Outro fator primordial é controlar o tempo, e o Real se mostrou “matador” nos 15min finais, seja do primeiro tempo, seja da segunda etapa: 52 dos 115 gols do time, 45,21% do total, saíram nesse período.

Principalmente quando estiveram atrás do placar, os comandados de Zidane mostraram um instinto rumo ao gol. Perdendo, a equipe levou apenas dois gols e marcou 14, sufocando os rivais.

Do milagre!

Mesmo o controle do jogo faz com que o Real dê alguns sustos. É neste ponto que entra em campo o capitão e “salvador” Sergio Ramos. A equipe fez quatro gols depois dos 40min do segundo tempo quando estava perdendo durante a sequência, resultando em duas vitórias e dois empates.

Supercopa da Uefa, 4/9/2016

Sergio Ramos Comemora Trofeu Supercopa da Uefa Real Madrid 09/08/2016

Perdendo por 2 a 1, Sergio Ramos virou atacante, na tentativa de empatar o jogo contra o Sevilla. Deu certo: Lucas Vásquez cruzou, e o zagueiro-artilheiro salvou o time da derrota aos 48min do segundo tempo. Era o 12º jogo da série invicta.

Champions League, 14/9/2016

Ronaldo marca, mas não comemora o gol contra o Sporting, seu ex-time

Na partida 16 da trajetória, o Real perdia por 1 a 0 para o Sporting, gol de Bruno César, quando explodiu nos minutos finais. Cristiano Ronaldo empatou contra o ex-time em cobrança de falta, aos 44min, e Álvaro Morata virou nos acréscimos, aos 49min.

LaLiga, El Clasico, 3/12/2016

O jogo número 34 da sequência talvez tenha sido o mais emocionante, por se tratar de Barcelona. Luis Suárez abriu o placar do El Clasico, mas Sergio Ramos aproveitou cruzamento perfeito em cobrança de falta de Luka Modric para cabecear e decretar o empate. Quando? 45min do segundo tempo.

Copa do Rei, 12/1/2017

Duelo número 40, justamente o jogo do recorde foi o de mais emoção em toda a sequência. O Real perdia por 3 a 1 aos 32min do segundo tempo, e o empate veio apenas nos acréscimos. Para completar, os três gols do time de Madri foram pinturas, até o pênalti de Sergio Ramos, com cavadinha (à la Panenka, como dizem na Europa), foi golaço. Para coroar o feito histórico.

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